Foto: Cachoeira no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Meu Maranhão

De estradas, poeira, buracos no chão
Homens, mulheres, machado na mão
Trabalham, só trabalham
Vivem a sofrer, esperando dias melhores para viver
Sol a pino!

A seca massacrando sem dó
Donde nasci e me criei!
Ó! Terra minha!
Sertão do Maranhão
Em que viverei e um dia partirei

Talvez! Sacudir o pó e rumar para algum lugar
Cristalino e Multicolor
A deslizar suavemente nas asas do beijar flor
Ou das abelhas a fabricar seu mel...
Nair Heerdt

Pensando na forma como a população segue em busca da palmeira de babaçu, isto é, pega um machado, uma marmita, a família toda e pede licença ao dono das fazendas, que não utilizam a palmeira para nada e extraem dela seu ganha pão, lembrei-me do quadro Os retirantes de Cândido Portinari e escrevi este poema, (Nair Heerdt, 2009, p.6).

A professora Nair escreveu este poema pensando em Bacabal, sua cidade natal no Maranhão.
Fotografia retirada do blog: http://colunas.imirante.com/platb/josejorge/page/8/

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