Foto: Cachoeira no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Meu Maranhão

De estradas, poeira, buracos no chão
Homens, mulheres, machado na mão
Trabalham, só trabalham
Vivem a sofrer, esperando dias melhores para viver
Sol a pino!

A seca massacrando sem dó
Donde nasci e me criei!
Ó! Terra minha!
Sertão do Maranhão
Em que viverei e um dia partirei

Talvez! Sacudir o pó e rumar para algum lugar
Cristalino e Multicolor
A deslizar suavemente nas asas do beijar flor
Ou das abelhas a fabricar seu mel...
Nair Heerdt

Pensando na forma como a população segue em busca da palmeira de babaçu, isto é, pega um machado, uma marmita, a família toda e pede licença ao dono das fazendas, que não utilizam a palmeira para nada e extraem dela seu ganha pão, lembrei-me do quadro Os retirantes de Cândido Portinari e escrevi este poema, (Nair Heerdt, 2009, p.6).

A professora Nair escreveu este poema pensando em Bacabal, sua cidade natal no Maranhão.
Fotografia retirada do blog: http://colunas.imirante.com/platb/josejorge/page/8/

quarta-feira, 23 de março de 2011

São: Caminhos Elusivos


Nessas idas e vindas,
Pude perceber quantos caminhos percorremos.
Muitos caminhos repetidos,
Mas com novos olhares.
Nossos olhares mudam para esses velhos caminhos,
Dependendo de como queremos enxergá-los.
Posso ver...

Caminhos que se cruzam e se entrelaçam
Caminhos que se ligam ou se encontram
Caminhos que vem e caminhos que vão
Caminhos novos e caminhos em construção
Caminhos difíceis...

Caminhos curtos, caminhos longos
Caminhos ao sol, caminhos à sombra
Caminhos meus, caminhos seus, caminhos nossos
Caminhos que refazemos juntos
Caminhos naturalmente indefinidos...
Denilda Altem

Fotografia Vôo de balão azul por Sahori Yamaki
http://sahori.multiply.com/photos/album/43/43#photo=94

sábado, 24 de abril de 2010

O “J” de Jaci

A escola, os burburinhos dos alunos nos corredores
A chegada e a saída.

O barulho dos pés no chão, a correria
Na entrada e saídas das aulas...

Quanta pressa!!!
Nas carteiras, nas salas muitos pés,
quantos pés?

Quantas carteiras e cadeiras sobre o chão?

O piso da escola é permanente?


A esta pergunta, aparentemente sem sentido
Sob nossos pés observamos com olhar de matemáticos...
O Piso.
Piso indo embora, após 40 anos
A nos amparar dia após dia nas salas e biblioteca

Maravilhosos mosaicos a enfeitar nosso caminhar


Desconstruído e reconstruído, com novo piso
Porém, imortalizados em muitas fotos em sua antiga forma de J de Jaci

Nos celulares dos alunos do 6º ano B
Anfiteatro, direção, cozinha, pátio, salas de aula,

Corredores, entrada da escola, secretaria e banheiros.

Agora o J de Jaci é documento histórico.

Alunos atentos confortavelmente sentados a ouvir histórias

Da professora Vera sobre sua querida escola EMEF Vicente Ráo.

Construída em companhia de mais três
Elegantemente adornadas com o “J” de Jaci:
Raul Pila, Humberto Castelo Branco e João Alves dos Santos.

Jaci, a Secretaria da Educação dos idos de 1975
Imortalizou seu “J” no desenho da pavimentação

Cantos com pisos dissonantes, irregulares

Cantos com cores alternadas e cantos com maravilhosos mosaicos

A geometria reproduzida por alunos ao ranger do encaixe da madeira


Agora outros mosaicos

Criação multicolorida em folhas de caderno

Ângulos e encaixes a disparar desejos de aprendizados e sonhos.

A lousa tela do aluno/artista a receber formas e cores
Inusitado instante imortalizado na memória viva, imagens...
Corpos marcados/linguagens.....

Outros alunos virão......

Cláudia Gisele Zaparoli Latarini e Maria Aparecida da Silva Damin

Fotografia:
Cláudia Gisele Zaparoli Latarini e o desenho de seu aluno
Poesia criada durante o Curso de Especialização: A Pesquisa e a Tecnologia na Formação docente, FE/UNICAMP, 2009.


sábado, 3 de abril de 2010

A Escola


A escola é uma
Explosão de formas e cores
Que se transformam no infinito...

Imagens do cotidiano,
Mistura de fazeres,
Mistura de sentimentos,
Mistura de corpos,
Mistura de vida,
Que se faz e refaz,
Em virtuais flutuações, bifurcações...

Intensidade de trabalho,
De união,
De forças,
Que se interagem
E se modificam
Continuamente.

Movimento contínuo que se traduz
Na amizade, na interatividade e na diversidade
Que simbolizam o NAED Sul.
Miriam Benedita de Castro Camargo

Fotografia: "Morangos" por Sahori Yamaki.
http://sahori.multiply.com/photos/album/23/23#photo=25

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Semeia professor!




Semeia professor!
Abaixe-se.
Sinta o cheiro da terra.
Coloque sua mão nela.

Sinta-a escorrer pelos vãos de seus dedos.
Alguns solos são fofos, são vermelhos,
Mas outros são secos, cheios de pedras.
Ah, mas sinta-o em suas mãos.
Retire as pedras com paciência,
Regue-o.

Sinta o cheiro de terra molhada...
O que antes estava tão seco,
Com dedicação e cuidado transforma-se em outro solo.
Brinque com ele!
Escreva nele!
Deixe sua marca...

Agora semeie, professor!
Não apenas jogue as sementes, mas semeie...
Envolva-se,
Permita o dançar dos dedos com o solo.
Ah, como é bom senti-lo!
Regue sempre. Adube. Tenha paciência.
E, diariamente, contemple a transformação...
O desabrochar da vida!
A conversão de sementes em flores,
Das mais diversas cores,
Cada uma com sua beleza e encanto.
Missão cumprida!

Agora, professor,
Comece tudo novamente,
Semeando novos jardins.
Elizandra R.N. de Carvalho

Fotografia: Cipó de São João. "As paisagens vislumbradas durante todo o percurso foram contempladas com o colorido alaranjado dos Cipós de São João". Sahori Yamaki sobre o Caminho da Fé. http://sahori.multiply.com/photos/album/23/23#photo=5

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

The green castle of the street castle


This castle is an amazing place, and I live alone here.
I spend my time writing poetries about trees, lives, rivers …
In this place there are many things such as monkeys, forest, flowers…
I can feel the earth beneath my feet.
The drizzle of the rain is the best song.

This castle shelters many memories
Its falls continuing like the drops of rain in my face
I continue here, following my dreams
Feeling the smell of the mint …

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O topo da montanha


Tento viver no agora, nem no ontem, nem no amanhã;
Me entrego a alegria e da mesma forma a tristeza;
Procuro realizar os desejos que vêm da alma,
Eles me fazem sentir mais perto de deus;
Quando sinto saudades e preciso olhar o passado,
Choro, sorrio e escuto músicas que me emocionam.

Danço desajeitadamente na frente do espelho,
Me comovo com a magia da natureza,
A sabedoria da velhice, o sorriso no olhar;
Tenho fascínio pelas crianças, em especial pelos bebês,
Têm algo que acalma e algo que me assusta.

Não gosto quando alguém me diz que algo não existe
Simplesmente porque não enxerga;
Tenho pesadelos que tiram meu sono,
E medos que me ensinam sobre minhas fragilidades
Amo as criaturas mais do que as criações.

Meu mundo preferido tem lagos e o por-do-sol,
Montanhas e a brisa que limpa a alma;
Meu eu criança a gargalhadas num vestido rodado,
Pessoas especiais que enxergam os mundos que habito,
Pessoas que não enxergam, mas me acolhem,
Um cachorro, o Yupi !!! Uma tartaruga, a Magnô !!

Minha verdadeira casa é no mato
Lá sinto o cheiro da chuva e da terra,
Vejo o brilho da água e o encanto das flores;
E encontro a entrega completa, o olhar que vê a alma,
Um sorriso que emociona e um amor que não acaba.

Virginia Damin

sábado, 20 de junho de 2009

Bijus da Vó Rosa


Ao ler as memórias da Nair
Sobre a produção
De farinha de mandioca no Maranhão
Fui arremessada à casa da vó Rosa
A fazer bijus de mandioca
Na imagem congelada
Ela dança em um vestido azul florido
Pra lá e pra cá
Mexendo com uma enorme colher de madeira
Uma pasta de mandioca ralada.
Em seguida
Espalma-a no fundo do tacho de cobre
Postado acima das labaredas
Em uma fogueira perto da mata
Imediatamente
Bijus se descolam do fundo
Formando rolinhos brancos aerados como renda
Hummmm! Isso com feijão fumegando!!!
Suas mãos continuam a deslizar apressadamente
Na superfície do tacho vermelho em brasa
E, enrolam bijus e mais bijus

Venha, venha, venha...
Corre... corre...
Maria, João, Bastião, Ana, Joaquim
Laza, Lazo
Venha, venha
O biju tá pronto

Era um dia ensolarado, de céu de brigadeiro
Eu lá a cismar e agora a cá...
Como pode?
Espalmar a mão no tacho em brasa
E não queimar...
E, minha mãe em noites de São João
A andar em cima do braseiro descalça
Também não queimava...
Como pode?

Fotografia "San Conrado": Aline Bitencourt

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Acordar



Acalentada por sua voz,
A alma vibra
Alegria, esperança!
Distante as montanhas
A beijar escuras nuvens
O dia nublado e frio
Irradia felicidade!
Após a orquestra
Curiaaango, curiaaango, curiaaango...
Canto do pássaro a quebrar o silêncio da madrugada
A noite escura se desvanece na doçura do bolo de nozes...
Foto: O Aniversário por Aluisio Negrão

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Você é da minha cor!!!

Nascem flores de todas as cores...
Que bálsamo!
Ouvir da professora
Girlene Urbano
Que há seis anos ensina na rede municipal...
E Eu...
Seis para aposentar...
Neste mesmo ensino.
Lindo o seu olhar de latente profissionalismo
Hoje, desafiadora profissão...

Com a intenção na qualidade
Rara sua visão
Amor no fazer. Dom!
Dom! Profissão que precisa de dom...

Que bom...! Eu vi:
Nascem sempre flores de todas as cores!!!
Você é da minha cor!!!
Claudia Latarini
Fotografia: Joana Luzia Olaf